O digital é um desafio para a imprensa: a revolução dos smartphones, tablets e das redes sociais, provocaram grandes alterações no negócio dos jornais e revistas. As questões mantém-se: complementaridade do papel e do digital, validade dos business model de papel e geração de receitas no digital além das receitas publicitárias.

O Financial Times, jornal de referência, foi mais além e fez mais do que adaptar-se ao digital: mudou radicalmente a estratégia. Quis reescrever tudo!

Lionel Barber

A abordagem digital obrigou a rever o business model atual. Por isso, o diretor do Financial Times, Lionel Barber, enviou uma carta a todos os colaboradores. Nessa carta, sintetiza o a linha de pensamento por detrás desta estratégia. O jornal quis “estar sempre onde o leitor está”, adoptando uma verdadeira filosofia multicanal: “Our philosophy is that we have to follow the reader wherever they are going. We will provide the reader with the information and insight that they need, whether they are reading us in print, on desktop, on tablets, on mobile, or any third-party platform that’s to come in the future.”

Desta forma, a estratégia digital desenvolvida está mais focada na audiência e subscrições e menos na publicidade, oferecendo uma proposta de valor, reconhecida pelos clientes.

Os resultados falam por si: existem 665.000 subscritores, em que dois terços são digital, gerando mais de metade da receita. Mais de 35% desta receita vem da publicidade e subscrições digitais, um número que o FT espera vir a aumentar a médio prazo para 50%.

Conheça com mais detalhe a filosofia e estratégia do Financial Times neste link e também neste.