Por Michael Leander

Sempre soubemos que no mundo dos negócios, devemos tentar “atingir” os clientes e os potenciais, onde quer que estejam. Nada mudou. O que mudou é como os consumidores despendem o seu tempo e a interação que têm através dos múltiplos touchpoints. Online e offline. E isto é uma mudança significativa. E sobre a qual as empresas devem reflectir sem demora.

O Desafio Omnicanal e Multicanal

A proliferação de canais é evidente. Os consumidores adaptaram novas formas de interagir com a informação disponível. O Mobile tem ganho um grande protagonismo. E a percentagem de consumidores que esperam interagir com a marca através de vários dispositivos está a crescer – e de uma forma significativa.

Há quem considere que o Mobile é a única solução. Mas não é. Os hábitos dos consumidores são complexos. A TV, rádio, publicidade outdoor e imprensa escrita continuam a fazer parte das rotinas diárias. Para o marketing, isso significa que a solução passa por atingir o cliente numa forma multicanal – ou como alguns  diriam – de uma forma omnicanal.

O desafio para as empresas é compreender, quais são os touchpoints que mais impacto têm nas diferentes fases do processo de compra. Os estudos relevantes sobre este tema são poucos, por isso, as marcas não tem outra solução que não seja aceitar o desafio, testá-lo com a sua audiência e identificar a melhor forma de “jogar” este jogo da multicanalidade.

Desmistificar as preferências pelos media e obter permissão é essencial

 Para o consumidor moderno, os canais digitais parecem ser os media preferidos, mas não em todas as ocasiões. Isto representa um desafio. Sabemos que determinadas fases do processo de compra são realizadas no canal mobile, mas muitas vezes a compra não é concluída. O processo de compra é algo complexo. Aliás, o verdadeiro processo de vendas e marketing é aquele que, permite aos consumidores de interagir com a marca, através de múltiplos canais de marketing: procurar a informação inicial pelo smartphone, aprofundar o interesse no website e concluir a compra depois de consultar um representante da marca por telefone. Por outro lado, a permissão é fulcral. Permissão para enviar emails, sms ou notificações. Algumas marcas inclusive pedem autorização para enviar cartas. Faz todo o sentido: colocar o consumidor no centro da estratégia, alinhar a marca com as preferências do consumidor, respeitando também as suas permissões.

Todas estas ideias podem parecer lógicas, mas não são fáceis de executar. Requerem uma estratégia “customer centric” sólida e uma vontade de implementação, sem falhar. 

Pense no seu target como “shooting ducks”. Sempre a moverem-se. A mudarem de direcção. Penso que vai concordar que, para atingir estes “alvos”, é necessário mudar a abordagem. E essa abordagem é multicanal. Ou como alguns diriam – omnicanal.