Para alguns marketers, o futuro do data-driven marketing vai ser muito similar ao que que já vivenciamos atualmente. Os dados são vistos como as informações que os marketers enviam para os sistemas de business intelligence e que vão ser, mais tarde, traduzidos nos relatórios de performance.

Contudo são cada vez mais os profissionais que não usam esta informação só para demonstrar o retorno de investimento (ROI), usam-na também para otimizar a forma como as suas equipas trabalham.

Alguns dos participantes do Digital Cream Singapore, um evento organizado pela Econsultancy que reúne profissionais de Marketing, debateram estes temas nesta conferência e o resultado foi esta lista com as 5 grandes tendências do data-driven marketing para 2017. Conheça-as aqui!

  • Os dados recolhidos vão ter cada vez mais peso no processo de tomada de decisão.

Esta foi uma das tendências que mais consenso reuniu entre os participantes. A análise de dados foi considerada a melhor maneira para encontrar os objetivos que são mais fáceis de atingir mas que contribuem para melhorar o desempenho de marketing.

Um questionário de 2016, da Econsultancy, fundamenta esta noção. Neste estudo foi pedido aos marketers para indicarem a percentagem de informação que consideravam realmente útil para formular as suas decisões e apenas menos do que 1 em 3 disseram que a maioria dos dados eram pouco relevantes.

No mesmo inquérito, os marketers concordaram (84%) que a análise levou à ativação de recomendações que fizeram a diferença na respetivas organizações.

  • O Agile Marketing vai tornar-se mais popular

Os participantes disseram que o aumento da utilização dos dados recolhidos vai tornar o trabalho das equipas de marketing mais ágil.

O Agile Marketing é um método de trabalhar que encoraja os esforços individuais e a colaboração frequente. De acordo com os participantes, os dados desempenham um papel fundamental nas decisões de grupo que geralmente são tomadas com base em factos e não pelo chamado HIPPO (Highest Paid Person Opinion’s). O resultado é um sentimento de empowerment entre os funcionários que se tornam assim mais produtivos.

  • A atribuição de valor continua a ser difícil

Um dos problemas destacados pelos participantes foi a atribuição de valor, que se tornou numa questão política para as organizações. Isto acontece porque os orçamentos alocados a cada canal são estabelecidos de acordo com a sua rentabilidade. Os managers são levados a arredondar o valor dos seus canais, mesmo quando os dados não o suportam.

O número de canais também constitui um problema – alguns responsáveis reportaram que os seus clientes foram a 10 ou mais pontos de contacto antes de converter. Com todos estes canais, é mais difícil definir a customer journey e atribuir o valor correto a cada passo.

  • A personalização vai ser feita com base em insights de data-driven marketing

A personalização já é utilizada em muitas organizações, normalmente são usados segmentos para definir que conteúdos enviar a quem.

Este ano, os participantes sentiram que as iniciativas ligadas à personalização vão ser expandidas para que os consumidores recebam apenas a próxima melhor peça de conteúdo para os ajudar a tomar decisões de compra. Para o fazer, os marketers têm que recorrer a dados relacionados com o comportamento e utilizar essa informação para determinar a comunicação que vão enviar.

  • As agências de media vão ser mais solicitadas para fornecer dados de publicidade online

Os participantes esperam em 2017 solicitar mais dados sobre a publicidade online às agências. No passado, muitas equipas de marketing não tinham a capacidade analítica para gerir dados detalhados sobre o desempenho da publicidade e como resultado os relatórios continham apenas as principais figuras.

Agora, as equipas estão cada vez mais data-driven e a expetativa sobre a quantidade e qualidade da informação que recebem aumentou.

 

E a sua equipa, está pronta para 2017?

Fonte: Econsultancy